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A ONU
(Organização das Nações Unidas) declarou 2008 como o Ano Internacional
do Saneamento. A meta é ajudar quase metade da população mundial que
continua a viver sem condições de saneamento básico apropriadas.
São vários os fatores que contribuem para a falta de saneamento
adequado, entre eles as formas inadequadas de acondicionamento de
lixo, que podem gerar grandes prejuízos ao meio ambiente. Os lixões,
por exemplo, são formas inadequadas de acondicionamento, pois são
responsáveis pela contaminação de solos e rios, além de disseminar
doenças e provocar mau cheiro.
Diante disso a reciclagem assume um papel de grande relevância. A
medida é hoje uma importante alternativa para preservar o meio
ambiente, trazendo ainda economia de recursos como água, energia e
matérias-primas retiradas da natureza. Além disso, a prática da
reciclagem tem sido responsável pela geração de emprego e renda para
milhares de pessoas.
Há uma infinidade de materiais que podem ser reciclados, e as
embalagens fazem parte desse rol. Vidros, plásticos, garrafas PET,
papel, papelão, embalagem longa vida, latas de aço e alumínio são
embalagens recicláveis que podem ser transformadas em outra
matéria-prima com maior valor agregado e, posteriormente, num novo
produto.
É importante se ter claro que o descarte diário de milhões de
embalagens pode se tornar um grave problema ambiental, além de
desperdiçar matérias-primas nobres. Jogar o lixo que pode ser
reciclado fora é uma ameaça ao meio ambiente, à saúde e à qualidade de
vida da população, por isso, a melhor saída é a reciclagem.
Alguns números da
reciclagem de embalagens
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PET
O Brasil é hoje um dos maiores recicladores de PET do mundo. Com um
índice de reciclagem de 51,3%, o país supera Japão (36,7%), Austrália
(31,5%), Europa (24%), Estados Unidos (21,6%), Argentina (13,7%) e
México (6,5%). Segundo dados da Abipet (Associação Brasileira da
Indústria do PET), em 2006 foram recicladas 194 mil toneladas de PET.
Vidro
Cerca 46% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil, somando
390 mil toneladas por ano. Só para se ter um comparativo, nos EUA, o
índice de reciclagem gira em torno de 40%, correspondendo a 2,5
milhões de toneladas, na Suíça (92%), na Finlândia (91%), na Noruega e
Bélgica (88%).
Papel e papelão
33% do papel que circulou no país em 2004 retornou à produção por meio
da reciclagem. Esse índice corresponde a aproximadamente dois milhões
de toneladas. As caixas feitas em papel ondulado são as de maior
facilidade de reciclagem, consumidas principalmente pelas indústrias
de embalagens, responsáveis pela utilização de 64,5% das aparas
recicladas no Brasil. Em 2004, 79% do volume total de papel ondulado
consumido no Brasil foi reciclado.
Embalagens longa vida
Em 2004, o Brasil reciclou 22% de embalagens longa vida, totalizando
cerca de 35 mil toneladas. Cada tonelada de embalagem cartonada
reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft.
No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas
embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com
organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao
desenvolvimento de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem
mundial de embalagens longa vida pós-consumo é de 16%.
Latas de aço e alumínio
47% das latas de aço consumidas no Brasil em 2003 foram recicladas. Se
considerarmos os índices de reciclagem de carros velhos,
eletrodomésticos, resíduos de construção civil, ou seja, todos os
segmentos do aço e somarmos aos índices das embalagens deste material,
o Brasil recicla cerca de 70% de todo o aço produzido anualmente.
O Brasil se mantém na liderança nacional com a reciclagem de latas de
alumínio continua com um índice de 96,2% de reciclagem de latas de
alumínio, de acordo com a Abal (Associação Brasileira do Alumínio). Em
2005, o Brasil reciclou aproximadamente 9,4 bilhões de latas de
alumínio, o que representa 127,6 mil toneladas.
Plásticos
Cerca de 200 mil toneladas/ano (16,5%) dos plásticos rígidos e filme
são reciclados em média no Brasil. Não há dados específicos para o
plástico filme. Em média, o material corresponde a 29% do total de
plásticos separados pelas cidades que fazem coleta seletiva. A taxa de
reciclagem de plástico na Europa há anos está estabilizada em 22%,
sendo que em alguns países a prática é impositiva e regulada por
legislações complexas e custosas para a população local,
diferentemente do Brasil, onde a reciclagem acontece de forma
espontânea.
Com informações da Abre (Associação Brasileira de Embalagens)
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Lilian Ambar
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