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Demanda interna faz índice de confiança da indústria crescer 3% 

 

RIO DE JANEIRO - A percepção de uma demanda forte no mercado interno foi um dos fatores que puxaram para cima a confiança da indústria em junho. É o que revelou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao detalhar a alta de 1,6% no Índice de Confiança da Indústria (ICI) do mês. Na comparação com junho do ano passado, o ICI avançou 3%.
Segundo a FGV, a parcela de empresas pesquisadas que consideram o nível atual de demanda como forte subiu de 27% para 31%, de maio para junho. No mesmo período, caiu de 8% para 6% o percentual que classifica a demanda como fraca.


Segundo a fundação, das 1.031 empresas consultadas, 49% estimam elevar a produção industrial nos próximos três meses, e 9% projetam redução na produção. Em junho de 2007, os percentuais detectados para essas perguntas eram de 42% e de 8%, respectivamente.
No quesito contratação, a fundação esclareceu que, para o contingente de mão-de-obra, 33% dos pesquisados prevêem ampliação no número de postos de trabalho, nos próximos meses, e 9% dos entrevistados apostam em diminuição. Em junho do ano passado, esses percentuais eram de 26% e de 8%, respectivamente.
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), da análise desses índices, "nota-se que o que mais contribuiu para o reforço da confiança do empresário está relacionado às expectativas sobre o futuro, embora a avaliação sobre a situação atual também é positiva".


Segundo o Iedi, "isso pode significar que as empresas estão interpretando a crise externa como algo que não se prolongará por muito tempo e/ou que o País não será muito afetado por ela". Já com relação à economia interna, para o Iedi a aposta das empresas parece ser de que a demanda interna continuará fortalecida, mesmo diante da preocupação com a inflação e da possibilidade de o Banco Central aumentar a taxa básica de juros em ritmo mais intenso.
O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria ficou em 86,4% em junho, na série sem ajuste sazonal. No mês passado, o nível, sem ajuste, havia registrado resultado de 85,6%, segundo a FGV.


O Nuci de junho apresentou o maior nível já registrado desde dezembro do ano passado, quando esse índice atingiu 86,7%. Ou seja, o nível de utilização da capacidade em junho deste ano foi o maior de 2008.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), apurado pela Fundação Getúlio Vargas, teve alta de 1,6% em relação a maio. Na comparação com junho do ano passado, o ICI avançou 3%, puxado pela demanda interna.

Fonte Panorama Brasil