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BRASÍLIA - A
União Européia habilitou os estados do Paraná e de São Paulo a
exportarem carne bovina in natura para os países que a integram. A
medida é conseqüência de decisão da Organização Mundial de Saúde
Animal (OIE), que reconheceu os dois estados como áreas livres de
aftosa com vacinação, e foi comunicada ontem à Secretaria de Defesa
Agropecuária do Ministério da Agricultura. A decisão tomada pelo
Comitê Veterinário Permanente da DG-Sanco órgão responsável pela saúde
animal na União Européia será publicada no jornal oficial do bloco
econômico em julho.
O secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, disse esperar que,
até o final de julho, Mato Grosso do Sul também obtenha o
reconhecimento da OIE. Com isso, o Ministério da Agricultura poderá
reivindicar a inclusão do estado entre as regiões habilitadas a
exportar carne para o bloco europeu, explicou Kroetz.
Para que os dois estados possam efetivamente exportar carne para a
região, a Secretaria de Defesa Agropecuária iniciará auditoria em
propriedades de criação de bovinos do Paraná e de São Paulo que fazem
parte da base de dados do Sistema de Rastreabilidade da Cadeia
Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). Até o comunicado de ontem
(30), apenas os estados de Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul,
Mato Grosso, Espírito Santo e Santa Catarina estavam habilitados a
exportar carne bovina para a União Européia. O bloco embargou as
importações de carne bovina brasileira no dia 31 de janeiro e, desde
então, várias missões européias vieram ao país para verificar as
condições sanitárias do gado brasileiro e o controle de sua origem, ou
rastreabilidade. Ainda são poucas (menos de 100), as propriedades
autorizadas a exportar carne bovina para lá.
A UE anunciou também a liberação das importações da Argentina e
Paraguai. Segundo especialistas da UE, essas regiões adicionais
conseguiram atender às regulamentações sanitárias do bloco.
"Recentemente, as autoridades competentes do Brasil, da Argentina e do
Paraguai fizeram esforços consideráveis para melhorar a situação da
saúde de seus rebanhos em seus respectivos países e em particular no
que diz respeito à febre aftosa", informou a UE .
Fonte Panorama Brasil / DCI
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